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Royal Blood - Royal Blood (2014)

  • Foto do escritor: Bruno Fernandes
    Bruno Fernandes
  • 16 de fev. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 21 de fev. de 2020

Durante a última década, o rock foi cada vez mais se adaptando ao papel de coadjuvante da indústria musical, tendo o pop e o hip-hop dominando os charts. De tempos em tempos, artigos levantando a bandeira "Rock Is Dead" ou mais democraticamente discutindo o tema, não eram incomuns. Exatamente por isso, o surgimento de um fenômeno como o Royal Blood realmente foi um acontecimento. Ausente de guitarras, ainda assim o duo britânico, composto por Mike Kerr (Baixista e Vocalista) e Ben Tatcher (Baterista) foi responsável por lançar o melhor disco de rock da década.


O disco de estréia da banda carrega um som cru e visceral, e a faixa de abertura, "Out Of The Black", deixa bem claro à que veio, com uma das assinaturas rítmicas mais marcantes já feitas, num som de marcha explosivo e catchy. As faixas subsequentes, "Come On Over", "Figure It Out" e "You Can Be So Cruel"são bem carregadas de groove e mostram que a banda tomou nota do trabalho de outras lendas como PJ Harvey e Queens Of The Stone Age, usando refrões cativantes mas sem perder o peso. A quinta faixa, Blood Hands, é a faixa mais "lenta" do disco, mas passa longe de ser uma balada, e oferece um dos pontos mais memoráveis do disco, onde a versatilidade vocal de Mike Kerr é posta a prova.


É notável o fato de que o som da banda parece ter sido gravado quase totalmente ao vivo, sem muitos efeitos, mas é justamente essa simplicidade que torna faixas como "Little Monster", "Loose Change" e "Careless" tão práticas e funcionais. Qualquer música no disco poderia ter sido escolhida como single, tanto pelo fato de o disco ser coeso sonora e liricamente, como pelo fato de terem essa espécie de apelo universal. "Ten Tonne Skeleton" se destaca do material devido ao seu som "right-to-the-point" e é perfeita para ser tocada em grandes estádios. A faixa de encerramento, "Better Strangers" dialoga com o trabalho dos The White Stripes, mas não deixa nada a desejar, com vocais sobrepostos e riffs extremamente bem executados.


Com um som pesado e garageiro, mas ao mesmo tempo extremamente ordenado, competente e consistente, com tudo em seu devido lugar, a banda mostra que ainda há muita coisa boa por vir no futuro do rock e que, apesar de não ser a principal estrela, ainda fervilha a vida em seu underground, o que pode influenciar gerações futuras e vermos novas ondas de revivals do rock. O disco de estreia do Royal Blood prova novamente que o rock está vivo e passa muito em.


Ouça: Out Of The Black, Little Monster e Come On Over




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