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Lady Gaga - ARTPOP (2013)

  • Foto do escritor: Bruno Fernandes
    Bruno Fernandes
  • 26 de jan. de 2020
  • 2 min de leitura

ARTPOP é o melhor disco pop do milênio. Eu sei, é uma afirmação polêmica. Tendo em vista toda a campanha feita em 2013 para execrar esse álbum, é difícil de retirar esse véu do imaginário popular. Críticos, trolls, mídia sensacionalista, etc. Lady Gaga is over. De fato, é a empreitada mais ambiciosa e audaciosa da carreira de Gaga, e quem pode culpá-la por isso? O disco pode não ter sido tão bem sucedido quanto The Fame/The Fame Monster ou Born This Way, mas é curioso que, essas eras, tidas hoje como clássicas e universalmente aclamadas, também foram alvos de forte criticismo. Analisando friamente, como um álbum que vendeu 2,5 milhões de cópias físicas e emplacou Applause em #4 lugar na Billboard Hot 100 e no top10 de diversos países (Inclusive, é o maior hit de Gaga nas rádios dos Estados Unidos) e Do What U Want em #13 pode ser chamado de "fracasso"? Só a título de comparação, suas concorrentes da época, Katy Perry e Miley Cyrus, venderam com seus discos Prism e Bangerz, respectivamente, 3 Milhões e 1,8 Milhões, ambas com hits em #1.


Iniciar sua era com uma música contendo a frase "To crash the critics saying 'is it right or is it wrong'?" é igualmente corajoso e implosivo. O Backlash foi enorme. Essa foi a última vez que vimos Gaga em sua forma completa; A persona audaciosa e criativa, digna de comparações com David Bowie, Kate Bush e Grace Jones, desapareceria como aparecera: do nada. A equipe criativa de Gaga, Haus of Gaga, como conheciamos desapareceria em alguns meses.


Uma vez que entendemos o cenário, passemos ao disco em si: A capa com a escultura de Jeff Koons? Performances orientadas pela Marina Abramović? Inez and Vinoodh na direção de vídeos? Todas as referências de mitologia grega? Há como ficar melhor? Cada uma das aparições públicas e apresentações ao vivo de Gaga causavam frisson. Algumas das faixas mais experimentais e inventivas de Gaga estão contidas aqui, como Venus, Aura, G.U.Y e Swine, e reverberam uma percepção pessoal, que na verdade faço como um statment: Gaga é uma cantora de Heavy Metal disfarçada de Pop. Manicure e Mary Jane Holland o admitem mais prontamente. O flerte com o Hip-Hop em Jewels N Drugs (Com paticipação de T.I., Too $hort e Twista) é um dos pontos altos. A faixa título, é uma das coisas mais belas já feitas por Gaga. As baladas como Dope e Gypsy (A coisa mais Cosmógona já feita pela mesma) são outro detalhe importante. Ainda há a homenagem a Donatella Versace em 'Donatella". Uma faixa mais feel good do disco é Fashion! (produzida por Will.IAm e David Guetta).

Em suma, um disco de eletropop, avantgarde, totalmente insano mas simultaneamente acessível.


Em ARTPOP, temos Gaga em sua melhor forma: O ápice de sua insanidade, o auge de sua versatilidade e irrecusavelmente acessível. Em um desses raros momentos, POP e ARTE convergem em um só. A grande verdade é que, é um verdadeiro desaforo um disco ser assim, bom demais pra ser verdade. ARTPOP could mean anything, and it surely does.


Ouça: G.U.Y, Do What U Want (Ft. R Kelly) e Venus






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