Hozier - Hozier (2014)
- Bruno Fernandes

- 16 de fev. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 21 de fev. de 2020
O sucesso comercial de Hozier é um verdadeiro mistério. Não pela qualidade do disco, pelo contrário, já que é um dos álbuns mais brilhantes da década passada. Mas, em uma década onde a música dance e o hiphop estavam dominando os charts é no mínimo intrigante. Carregado por um som influenciado por Blues, Folk, Soul, Rock e singelos tons de pop dos anos 60/70, o primeiro album do irlandês Andrew John Hozier-Byrne, também conhecido pelo nome artístico Hozier, chegou ao topo dos charts, vendeu cerca de 2 milhôes de cópias, e rendeu o hit internacional "Take Me To Church" (#2 nos USA e UK).

A primeira canção do disco, "Take Me To Church", além de ter sido o maior sucesso comercial do disco (e do ano, tendo vendido 6 milhões de cópias), é um dos destaques, por discorrer sobre temas como racismo e aceitação de diferenças. Em seguida, "Angel Of Small Death & The Codeine Scene" é uma canção de rock singalong, com forte essência de canções tradicionais e um refrão pegajoso. "Jackie and Wilson" é uma straightforward rock song, com riffs e estruturas rítmicas bem assinaladas.
O lado mais pop do disco brilha através de "Someone New" e "Sedated", que apesar de não terem tido a mesma projeção comercial da faixa inaugural do disco, são excelentes cartões de visita do disco e mostram a versatilidade do cantor.
O lado folk/blues de Hozier fica claro na soturna "In A Week", com participação da cantora Karen Cowley e "Work Song", onde ele discute suas visões sobre a morte, bem como em "Cherry Wine" e "Like Real People Do", e mostra que ele não deixa nada a desejar em comparação com contemporâneos como Bon Iver e Damien Rice. "From Eden" tem singelos flertes com o flamengo em sua ponte e uma das melodias mais cativantes de todos os tempos. Além de ser aclamado pela crítica, o disco rendeu uma turnê extremamente bem sucedida, e estabeleceu uma estatura gloriosa para a obra de Hozier.
Com uma sonoridade orgânica e instantaneamente clássica, Hozier transita entre temas como mortalidade, amor, religião, e temas cotidianos, o disco abre janelas para visões diferentes da vida, com a autoridade não só de um observador, mas de alguém que conheceu cada um dos temas de perto, se destacando como um dos instrumentistas e compositores mais interessantes da última década. Com toda certeza, The blood is rare and sweet as cherry wine.
OUÇA: From Eden, Angel Of Small Death & the Codeine Scen e Cherry Wine.



Fico feliz que tenha gostado Pablo! Respondendo hoje, por que só hoje aprendi a mexer nessa secção do site. Coisas da vida. kkkk
Estou ouvindo aqui. Excelente!